No dia 03 de fevereiro, a Faculdade Dom Luciano Mendes ofereceu uma formação para os docentes e discentes do curso de graduação em Filosofia. A professores e pesquisadora, Dra. Magna das Graças Campos deu uma formação para o corpo docente da FDLM com a temática O Ensino Superior e os desafios frente às novas metodologias e tecnologias generativas.
Assim afirmou o Prof. João Paulo, docente da FDLM, “Entre os diversos temas debatidos, Magna problematizou o contexto e os desafios atuais da educação, ressaltando a necessidade de utilização da Inteligência Artificial como ferramenta de apoio ao ensino. Também discutiu a mudança no foco das aulas, confrontando o ensino tradicional, de caráter propedêutico, com o ensino por competências voltadas para a vida. Contudo, destacou que, no contexto do uso da IA generativa, não podemos perder a centralidade da responsabilidade, da ética e da agência humana no seu emprego educacional”.
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No mesmo horário, houve formação para os discentes, ministrada pelo Prof. Dr. Magno Silvério Campos trabalhou a temática sobre O Impacto da IA na Vida Universitária: o que talvez não te contaram.

Durante a exposição, o palestrante levou os discentes a refletirem sobre as implicações do uso indiscriminado das Inteligências Artificiais (IAs). Para contextualizar, ele explanou como funciona a programação base de uma IA e comparou com a estrutura genética do ser humano em capacidade de processamento de informações e quantidade de dados que estão gravados no código genético do DNA humano. De acordo com a fala do especialista, pensar é análogo a praticar exercícios físicos, como correr ou jogar futebol, que, nos primeiros dias é cansativo, não dá vontade de continuar, entretanto, quando se acostuma, é tão prazeroso que começa a fazer falta.
Assim, os discentes são incentivados não a serem contra o uso de IAs, mas usar de forma consciente, como uma ferramenta que auxilia o pensamento e não como uma substituta da racionalidade humana. A leitura é uma grande amiga do pensamento. O hábito de leitura estimula o raciocínio cerebral. A palestra foi bem interativa, com diálogos, contribuições e comentários de ambas as partes e um quiz. O questionário em questão exemplificou de forma empírica a dificuldade que existe atualmente de perceber o que foi criado por um ser humano e o que foi gerado por uma IA.
Há métodos positivos de utilizar IAs. Um dos caminhos é os algoritmos adaptativos que criam trilhas de estudos personalizadas para ajudar os discentes a entenderem conceitos e assuntos que estão com dificuldade, apontando referências e fontes de pesquisas guiadas. Esse caminho não é pedir a IA para gerar algum trabalho, mas utilizá-la como ferramenta para facilitar a pesquisa.
Foram levantados também dilemas éticos, como por exemplo se uma IA pode tomar decisões morais e quem é o autor de um poema gerado por uma IA. Há também o problema da privacidade e segurança, pois as IAs coletam dados dos usuários e não há formas concretas de assegurar que esses dados privados são bem guardados e utilizados somente para as finalidades que o próprio usuário tem a intenção.
O objetivo da palestra não foi de formar pessoas contra o uso de IAs, mas utilizar de modo positivo. Há também a utilização para melhorar a qualidade de vida, principalmente com coisas úteis no dia a dia, como encontrar o endereço ou telefone de um posto de saúde. Assim, os discentes encerraram as atividades do segundo dia com a reflexão sobre o uso que os mesmos darão para as tecnologias que estão na palma da mão de cada um.
Foto: Carlos Alberto da Silva Ferreira, discente do 3º Período, Bacharelando em Filosofia
Texto: André Rodrigues Marques, discente do 5º Período, Bacharelando em Filosofia